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domingo, 25 de agosto de 2013

Usando Cassandra com Spring Data no Easy-Cassandra

Spring Data no Cassandra com Easy-Cassandra

O Spring é um framework open source cujo o objetivo sempre foi facilitar a vida do desenvolvedor Java, começou com os recursos para injeção de dependência e hoje atua em diversas atividades triviais para um programador. Entre elas podemos citar a parte social com o Spring social no twitter, facebook, segurança com o Spring security além do já inversão de controle e inversão de dependência. O foco desse pequeno post é falar sobre o Spring Data e seu trabalho com o banco não relacional Cassandra.

O Spring-data é um pequeno módulo ou plugin do Spring e tem como objetivo auxiliar nos processos triviais de persistência criando uma camada entre a base onde se encontra as informações e o seu código java. Dessa maneira é possível, efetuar ações na base, usando como estrutura para as informações, o POJO (simples e velho objetos em java). Dentro do Spring Data já existem diversos tipo de base de informações.

  • Bancos Relacionais com JPA e JDBC
  • BigData com Apache Hadoop
  • Data-Grid com GermFire
  • HTTP com Rest
  • NOSQL com MongoDB, Neo4J, Redis e Hbase

Uma das grandes vantagem do Spring Data é ser filho do Spring. Ele não precisa de um servidor Java EE, ou seja, ele pode rodar em um simples contêiner como o tomcat ou mesmo rodar sem o auxílio do servidor. Sua injeção funciona com auxílio de um arquivo xml, mas não necessariamente toda configuração é feita por lá, existem várias anotações que podem ajudar o desenvolvedor, no entanto, cabe apenas ao mesmo saber em qual momento é mais adequado usar cada um deles.

Com esse foco o Spring Data Cassandra tem o foco de criar uma camada de alto nível para o nosql Cassandra, assim é possível com estruturas de POJOs estabelecer uma conexão no banco e realizar as operações CRUD, tudo isso sem abrir mão da estrutura de dados já conhecida pelo desenvolvedor Java. O Spring Data Cassandra ainda não foi fechada, mas o Easy-Cassandra já possui integração com Spring, agora é possível utilizá-lo com a injeção de dependências do framework Java mais famoso do mundo.

A aplicação será realmente bastante simples seu objetivo será apenas criar uma informação e armazenar no banco, em seguida recuperar pelo id. O primeiro passo será a criação da entidade pessoa, ela terá os campos id, nome e ano, conforme mostra a tabela número1.


@Entity(name = "person") 
public class Person implements Serializable { 

    @Id 
    private UUID id; 
     
    @Index 
    @Column(name = "name") 
    private String name; 
    
    @Column(name = "born") 
    private Integer year;
//getter and setter

}

Simples Pojo da Classe pessoa


Como pode ser visto os campos são anotados via JPA 2.0, o segundo passo é a criação do xml, é nele que conterá as configurações do banco de dados (host, porta, keyspace padrão, etc.). O próximo passo é a configuração e criação da fábrica de conexões para o Cassandra dentro do spring, isso é, o host, porta e o keyspace padrão, e as classes que serão mapeadas como mostra no arquivo xml abaixo.



 

 
 
 
  
   org.javabahia.cassandra.spring.entity.Person
  
 
 


 





Configuração do Spring-Data, informando as configurações do Banco (host, porta, nesse caso a padrão, e o keySpace) além de criar o Template Cassandra


Com a fábrica de conexões do cassandra é possível retornar uma sessão, a via de comunicação do Cassandra com a aplicação Java, além disso será criado o CassandraTemplate, uma api de alto nível que consegue realizar a comunicação Cassandra sua aplicação a partir de um simples POJO, desse modo é possível realizar a operação CRUD de uma maneira bastante simples, o código abaixo mostra a interface do Cassandra template.


public interface CassandraTemplate{ 
   
     <T> T save(T entity); 
     
     <T> Iterable<T> save(Iterable<T> entities); 
     
     <T> void delete(T entity); 
     
     <T> void delete(Iterable<T> entities); 
     
     <K> void delete(K key, Class<?> entity); 
     
     <K,T> void delete(Iterable<K>  keys, Class<T> entity); 

     <T> void deleteAll(Class<T> entity); 
     
     <T> T update(T entity); 
     
     <T> Iterable<T> update(Iterable<T> entities); 
     
     <T,K> T findOne(K key, Class<T> entity); 
     
     <T,K> List<T> findAll(Iterable<K> keys, Class<T> entity); 
     
     <T> List<T> findAll(Class<T> entity); 
     
     <T,I> List<T> findByIndex(String columnName,I index,Class<T> entity); 
     
     <K,T>boolean exist(K key, Class<T> entity); 

     void executeUpdate(String query); 

Operações que podem ser realizadas com o seu Objeto


Além do CassandraTemplate existe o CassandraRepository, essa classe abstrata implementa o CrudRepository do SpringData, com ela é necessário apenas implementar o método que retornará o CassandraTemplate, conforme mostra a tabela abaixo.

@Repository("personRepository")
public class PersonRepository extends CassandraRepository<Person, UUID>{

 
 @Autowired
 private CassandraTemplate cassandraTemplate;
 
 @Override
 protected CassandraTemplate getCassandraTemplate() {
  return cassandraTemplate;
 }

}

Criando o repositório para a classe Person


Como o CassandraReporitory implementa a classe base de operações do Spring todas as suas operações estarão disponíveis para serem utilizadas com o Cassandra.

public interface CrudRepository<T, ID extends Serializable> extends Repository<T, ID> { 
 <S extends T> S save(S entity); 

 <S extends T> Iterable<S> save(Iterable<S> entities); 

 T findOne(ID id); 

 boolean exists(ID id); 

 Iterable<T> findAll(); 

 Iterable<T> findAll(Iterable<ID> ids); 

 long count(); 

 void delete(ID id); 

 void delete(T entity); 
 void delete(Iterable<? extends T> entities); 

 void deleteAll(); 
}

Interface CrudRepository do Spring Data que é implementada pela classe abstrata CassandraRepository


Realizado as configurações o próximo passo é executar o projeto como mostra o código a seguir:

public class App 
{
    public static void main( String[] args )
    {
     @SuppressWarnings("resource")
  ApplicationContext ctx = new GenericXmlApplicationContext("SpringConfig.xml");
     
     PersonRepository personService=ctx.getBean(PersonRepository.class);
     
     UUID uuid=UUID.randomUUID();
     Person person=new Person();
     person.setId(uuid);
     person.setName("Otávio Santana");
     person.setYear(25);
     
     personService.save(person);
     
     
     Person otavio=personService.findOne(uuid);
     System.out.println(otavio.getName());
     
     
    }
}

Rodando o Simples Projeto, salvando e recuperando a informação


Com isso foi demonstrado o conceito do Spring Data e o seu funcionamento com o Cassandra utilizando o Easy-Cassandra, o intuito criar uma interface padrão para que todos os modelos de persistência a utilizem dentro do Spring é um grande e importante passo para utilizar uma nova base ou modelo de dados não haja impacto dentro do Spring, mas é muito importante salientar que mesmo que vários bancos utilizem essa interface é importante considerar uma nova modelagem, já que diferente dos bancos relacionais, a mudança de um banco NOSQL pode significar a mudança estrutura de armazenamento.



Links:

Spring Data: http://www.springsource.org/spring-data
Easy-Cassandra: http://otaviojava.github.io/Easy-Cassandra/
Exemplo: https://github.com/otaviojava/Easy-Cassandra-samples

sábado, 6 de abril de 2013

Grade do FLISOL SSA[2013] Fechada



O FLISOL Salvador será um evento recheado de palestras voltadas para as novidades do mercado. O evento terá quatro salas, três contendo palestras e uma com atividade a ser anunciada. Uma novidade que será trazida esse ano ao evento,  é que dentro dele haverá um congresso de Javascript, o JS-BA, que tende a ser o primeiro do ramo aqui na Bahia. O evento acontecerá dia 27 de abril, na Faculdade AREA1.

Evento: FLISOL 2013
Data:
27 de abril, sábado
horário:
8:00-18:00
Local:
Faculdade AREA1
Inscrições:
http://javabahia.blogspot.com.br/p/proximos-eventos.html
Para mais informações: http://softwarelivre.org/flisol-ssa



Sala de BahiaJS

HorárioDescriçãoResponsável
08:30 às 09:00AberturaOrganização
09:00 às 10:00Comunicação entre janelas em domínios diferentes utilizando postMessageCaio Almeida (CaioSBA)
10:10 às 11:00DESENVOLVIMENTO DE EXTENSÕES PARA O GOOGLE CHROMEMarlon Carvalho
11:10 às 12:00Mapeando o mundo com o Google Maps APIAntonio Fernando Santos Ladeia
12:00 às 13:00Almoço
13:00 às 14:00Desenvolvendo plugins com o jQuery UI e testando com o jasmineAlexandre Magno Teles Zimerer 
14:10 às 15:00Arquitetura de SPA (Single Page Application) utilizando ExtJs MVC e outros padrõesVictor Cardins
15:10 às 16:00melonJS: Uma alternativa Livre para o desenvolvimento de jogos em HTML5Luis Gustavo de Jesus Araujo
16:10 às 16:50Criando aplicações com AngularjsWilson Mendes Neto
17:00 às 17:50Addicted to coffee(script)Aurélio A. Heckert
18:00 às 18:30Encerramento e sorteiosOrganização

Sala de Desenvolvimento

HorárioDescriçãoResponsável
08:30 às 09:00AberturaOrganização
09:00 às 10:00nodeNES - Construindo uma IDE para Nintendo 8 bits no Navegador.Guto Maia
10:10 às 11:00Introdução Prototipagem com Microcontrolador ArduinoFernando Moreira (Mestre dos Magos))
11:10 às 12:00As principais novidades do Java EE 7Bruno Borges
12:00 às 13:00Almoço
13:00 às 14:00Integrando Python e JavaScriptLuiz Claudio
14:10 às 15:00Design on the BrowserTassia Pellegrini
15:10 às 16:00Responsive Design, usar um framework ou não?Fernando
16:10 às 16:50Iniciando sua Jornada com Mule ESBJean Donato / Claudio Escobar
17:00 às 17:50Arquitetura e padrões 2.0Otávio Santana
18:00 as 18:30Encerramento e sorteios

Sala de Infra Estrutura

HorárioDescriçãoResponsável
08:30 às 09:00AberturaOrganização
09:00 às 10:00Criando um appliance Open Source para mitigar vulnerabilidades de serviços e aplicaçõesAlexandro 'Alexos' Silva
 10:10 às 11:00 Software livre como diferencial no mercado de trabalho Cristiano Furtado
11:10 às 12:00Criptografia assimétrica com GnuPGAntonio Terceiro
 12:00 às 13:00 Almoço
 13:00 às 14:00MainframesFabio Fonseca Barbosa Gomes
 14:10 às 15:00Balanceando alto tráfego de Proxy Squid Rafael Gomes
 15:10 às 16:00
 16:10 às 16:50Criatividade e Software Livre: como uni-los em um novo modelo de desenvolvimentoAlexandre Teles
 17:00 às 17:50 Novas Idéias, Negócios e Perspectiva no Trabalhar com JavaFelipe Mateus
 18:00 as 18:30Encerramento e sorteios Organização

Grade Sujeita a alteração


Mais detalhes das Palestras e palestrantes:
Sala BahiaJS: http://goo.gl/Whl3Q
Sala de Infraestrutura: http://goo.gl/B3SX1
Sala de Desenvolvimento: http://goo.gl/5PyK0

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Introdução ao BigData





    Demorou, mas finalmente conseguir um tempo para falar um pouco da minha apresentação no JavaOne 2012 que foi BigData. Com a evolução das aplicações e a necessidade do ser humano pela informações, mais e mais aplicações vem surgindo, deixando o homem cada vez mais refém da informação. Para isso basta lembra-nos da evolução do homem em que num passado existia muitas pessoas para uma máquina ( como o mainframe), em seguida uma pessoa por máquina ( o caso do computador pessoal) e nos tempos atuais em que para cada pessoa possue várias máquinas ( notebook, ultrabook, PC, tablet, smartphone, no futuro óculos, geladores, etc.). Com tantos aplicativos surgindo as informações são geradas exponencialmente, com isso a capacidade de gerenciar tantas informações se torna primordial para as aplicações atuais. Esse mesmo crescimento de dados acontece nos aplicativos empresariais com crescimento anual de 60%, se estima que uma empresa com mil funcionários gera anualmente 1000 terabytes sem falar que essa quantidade tende a aumentar cinquenta vezes até 2020.

    Com o recém surgimento do bigdata, a primeira dificuldade é encontrar o seu conceito, é possível vê-los de maneiras totalmente divergentes em cada blog que se lê, ou seja, se você ler 10 materiais sobre bigdata, provavelmente cada um trará conceitos diferentes. Dentre as matérias ao se tirar um mínimo comum se verá que o bigdata na sua raiz se fala em tratar um grande volume de dados com grande velocidade. No entanto se repara que essa definição é bastante abstrata pelo simples fato de que para uma pessoa A, por exemplo, um grande volume seja um gigabyte e para uma pessoa B um grande volume seja um terabyte e o mesmo pode acontecer ao se referenciar a velocidade e o tempo de resposta de uma requisição.
    Assim o grande desafio do bigData é estar administrando um grande volume de dados e minerando informações em um menor tempo de requisição. Com o grande volume de dados fazer com que a aplicação cresça a medida que é necessário é uma ótima estratégia assim uma escalabilidade vertical ( em que se aumenta o poder do hardware como aumento de memória e de processamento de uma única máquina) ou horizontal ( em que se aumenta a quantidade de máquina) deve ser analisada. Apesar de ser mais complexa a escalabilidade horizontal acaba sendo muito barata sem falar de ser mais fácil de crescer ou diminuir os recursos por demanda.
    Para armazenar as informações com a escalabilidade horizontal os bancos NOSQL são uma ótima estratégia, vale lembrar que o banco NOSQL significa não apenas, not only, e não sql, no sql. Uma diferença entre os bancos NOSQL e o SQL é que o primeiro possui uma grande variedade de bancos e cada um com características diferentes. Em termo de arquitetura os bancos NOSQL podem ser distribuídos ou não, embora sejam mais populares do tipo distribuído. Sua forma de armazenamento pode ser apenas memória ou apenas disco rígido ou configurável( vale apena lembrar que banco apenas na memória são muito rápidos, no entanto são volúveis, já os somente no HD tem informações permanentes, porém o I/O é muito alto). Outra características divergentes entre os bancos NOSQL está na forma do armazenamento que são: chave-valor, documento, família de coluna e grafos. Os bancos         NOSQL costumam ser muito rápido na leitura e na escrita, no entanto, possui uma grande deficiência por parte das buscas, normalmente são dadas apenas pela chave, para isso usar um serviço para terceirizar o serviço pode ser uma boa ideia, como o framework Lucene.
    Mesmo realizando estratégias de buscas terceirizadas ou buscando pelo id, se a informação não estiver na memória principal pode haver uma demora para recuperar essa informação, assim, ter um dispositivos de acesso rápido pode ser uma melhor opção, com isso o uso do cache. Ao se optar pelo cache deve-se levar em conta os dois maiores desafios:
  • Ter informação: O ato de esquentar a informação é extremamente importante para esse mecanismos, já que não adianta existir um cache se o mesmo não tenha nenhuma informação. Para isso ele pode ser esquentado de várias formas (ao iniciar uma aplicação, por demanda, por sessão do usuário) que desse ser definido com o aplicativo em questão não existindo uma bala de prata.
  • Matar o cache: Para o cache é necessário que exista apenas informações atuais, assim é importante que os dados atuais sejam mortos e trocado por informações mais atuais.


    Um outro aspecto no bigdata, que não é muito tratado, está relacionado na velocidade da modelagem além da velocidade no desenvolvimento de software. Um exemplo muito interessante é o twitter que viu muito usuários usando a hashtag ( o '#' adicionado com uma palavra) e em pouco tempo teve que realizar pesquisas através dos mesmos.
    Assim podemos verificar que o bigdata não apenas está relacionado apenas na velocidade de requisição, mas também em desenvolvimento, assim conhecer bem o negócio além de várias ferramentas poderá ser extremamente importante. Na linguagem Java conhecer o Java EE 6, muito em breve o java 7, além do JDK 7 trará velocidade de desenvolvimento, produtividade e um melhor gerenciamento de memória.
    Assim pode-se concluir que o conceito do BigData é relativamente muito fácil, mesmo sendo divergente em várias fontes, que é gerenciar um grande volume de memória em alta velocidade. O mais difícil certamente é chegar nesse objetivo já que para isso é necessário conhecer uma gama de ferramentas, frameworks, metologias, tipos de bancos como NOSQL, SQL e NewSQL, cache, serviço de indexação de buscas, tipos de escalabilidades, etc. Apesar de ainda ser muito discutida nas universidades a normalização foi desenvolvida em 1970 ( vale lembrar que os servidores da época possuíam 16kb de memória principal e 800kb de armazenamento e os celulares são muitas vezes mais rápido que estes servidores) ou seja não é certo afirmar que os aplicativos, os hardwares, as necessidades de hoje são os mesmos daquela época, assim é entender que esse padrão nem sempre é válido.


quinta-feira, 10 de maio de 2012

2º JavaBahia nas Faculdades de 2012





     O evento será um encontro do javabahia, no entanto esse será especial, pois contará com a presença de dois palestrantes internacionais.



Palestrantes:




Patrick Corren – Presidente do comitê JCP - http://jcp.org/ja/press/pmo/pmo_profiles/commFocusPMO-curran




Stephen Chin- JavaFX evangelist, author, speaker, and open-source hacker -http://steveonjava.com/























Local: FIB Rua Xingu 179 – Jardim Atalaia, SALVADOR – 41770-130.
Sala 413 , 4º andar

Entrada: Gratuita.
Data: 23 de maio, quarta-feira, 18:30.